Um monte de gente já me perguntou como foi “tudo” lá a Índia. E eu bem que tentei manter o blog atualizado no período da viagem, mas infelizmente não deu. Segue aqui então meu post sobre essa aventura, que por sinal, saiu hoje no Jornal O Dia, por intermédio da querida jornalista Biá Boakari.
Janeiro de 2010 vai ser sempre um capítulo especial pra mim. E como vocês podem ver nas fotos… sim sim, eu fui pra Índia! A terra dos “Hare Babas”, das centenas de deuses, dos saris coloridos, das vacas sagradas, do trânsito caótico…
Mas, vamos por partes! Conheci a Índia por intermédio da Fundação Rotária e do programa para jovens profissionais IGE (Intercâmbio de Grupo de Estudos), no qual 5 jovens, das mais diversas áreas, vão para um outro país a fim de conhecer sua cultura e trocar experiências sobre suas profissões. Foi assim que eu conheci o advogado Johnatas Machado (líder do grupo e rotariano), o engenheiro de pesca Rafael Reis e as duas dentistas, Lara Cândido e Rejane Queiroz, que junto comigo toparam essa aventura.
A Índia é mesmo o país do “8 ou 80” como se diz por aqui. São tantos contrastes e tudo é tão peculiar que não tem comparação. Uma das coisas mais interessantes e surpreendentes de se ver é a Fé que aquele povo tem. Em tudo e por tudo. Da carne vermelha que eles não comem aos templos suntuosos, tudo é movido pela fé e tudo é motivo pra festejar!
Até mesmo o encontro do rio Ganges com os rios Jamuna e Saraswati, é tão místico, que milhares de pessoas se juntam para tomar banho, lavar as roupas, os pecados e as mazelas naquelas águas sagradas.
Incrível também é o carinho que eles tem com seus visitantes. Colares de flores, sinais de boas-vindas (aquela tinta na testa), as melhores instalações, comidas, as melhores roupas. Tudo pra o convidado se sentir bem. E “Namastê” (saudação) em todas as ocasiões!
Passamos por muitos lugares especiais, mas não tem como não dizer que conhecemos um dos lugares onde Buddah fazia suas pregações; a cidade de Varanasi, onde fizemos um passeio pelo rio Ganges; Khajuraho, cidade turística onde conhecemos 12 dos vários templos que existem lá; Allahabad, onde vimos uma multidão festejar o encontro de 3 rios e Agra, onde nos deslumbramos com o Taj Mahal.
Foram 30 dias de viagem pelo estado de Uttar Pradesh, umas 15 cidades dos nomes mais estranhos possíveis (Lucknow, Lakhimpur, Renukoot, Satna, Gorakhpur…), muita pimenta (sim, a comida indiana faz qualquer acarajé parecer doce de criança, tem que ser muuuito forte pra agüentar), músicas, festas (tipo as de Caminho das Índias mesmo), frio, alguns perrengues, mas muitos deuses, um povo acolhedor, um motorista que era uma figura e vai deixar saudades, um casamento (onde fomos de penetras e adoramos), amizades pra sempre e muitas, muuuuitas histórias pra contar, além de mais de 5.000 fotos e vídeos.
Tem gente que diz que todo mundo que vai à Índia volta diferente. Bom, eu não virei budista, nem hinduísta e nem mesmo vegetariana, mas aprendi muita coisa, sobretudo sobre mim mesma. E isso não tem preço.
Só mais uma curiosidade: não, eu não fui pra Dubai. Uttar Pradesh Índia e Dubai não são como Teresina e Fortaleza. Na verdade os Emirados Árabes, onde fica Dubai, são bem longe de onde estávamos, na Índia. Mas nós conhecemos o Taj Mahal, um monumento ao amor e uma das coisas mais lindas que já vi na vida! Tudo bem que eu sou jovem e ainda pretendo conhecer um montão de coisas, mas o Taj Mahal… ahh.. o Taj…
*detalhe: de tão longe que são os lugares, um do outro, nem o Google conseguiu traças uma rota!





Comentários em: "Hare Baba!²" (2)
Menina que massa!! Tu já deve ter ouvido isso mil vezes mas: QUE INVEJAA! Lindas fotos, depoimento de dar água na boca.
Ahh, eu conheço a tua companheira Lara, ela é de Floriano hehehe.
beijão
Que viagem incrível! Adoro lugares exóticos e fiquei morrendo de inveja também:)
Beijão!