Algumas leituras, portfólio… texto, fotografia, artesanato, comunicação visual.

Precipitação é meu sobrenome. Eu mal tinha chegado de uma jornada de 45 dias, e já estava de classificados nas mãos procurando apartamento pra morar com uma amiga no Rio de Janeiro. Aluna ouvinte de mestrado, monografia à distância, fazendo uma Pós, estagiando, dividindo apartamento, pagando contas, numa cidade que eu amo, mas me intimidava. Faltou fôlego. E claro que as coisas andaram por um tempo, mas logo desandaram e minha cabeça deu um nó (mais um pra coleção).

Em 5 meses deixei as aulas do mestrado, sai do estágio, tranquei a pós, voltei pra “casa”, cancelei a monografia individual, escrevi um livro em dupla, voltei pra sala de aula da graduação. E terminei. Finalmente terminei o curso de Jornalismo.

Daí… “voltar ou não voltar?”, era a questão. Tinha que decidir, tic-tac, tic-tac. Pensei, repensei, pedi ajuda, conselho, luz… EU tinha que decidir! Aí, fui, mas sabendo que ia ter que voltar. O momento ainda não era o certo. E por enquanto ainda não é. E pensando nisso, curti muito, como se fosse acabar mesmo.

Em “casa”, dei um chega pra lá nas “artesinhas” e decidi que quero ser funcionária pública. Se for na área de comunicação: perfeito! Mas se não for, e me proporcionar viajar, fazer amigos mundo a fora, reencontrar outros tantos, ter histórias pra contar, ter hobbies com prazer… eu vou dar conta. E seja o quê e onde Deus quiser.

Post “the flash”

Olá, meu nome é Milena e eu estou há 7 meses e 14 dias sem escrever nesse blog.

E não, eu não sou uma blogueira compulsiva, mas quis registrar aqui um certo sentimento de culpa por ficar tanto tempo sem dar as caras. E registrar também que ainda não vai ser dessa vez que voltarei. Na verdade essa aparição “the flash” foi só pra dizer que apesar de ter um pé atrás com a astrologia, a previsão de hoje resolveu curtir com a minha cara de “estudante nos finalmente da sua graduação” (sim, estou chegando lá, pra felicidade geral, no final da minha segunda graduação)!

Não são as pessoas que dificultam a realização dos objetivos. Perceba os muros que você mesmo criou. Momento em que deve agir com muita maturidade e responsabilidade, fortalecendo vínculos. Questões envolvendo parcerias, relacionamentos, amizades e projetos conjuntos estão em foco.

“Paft!” (esse é o som do tapa que o horóscopo me deu).

E assim falou, disse e fez a astrologia da pisciana aqui.

Hare Baba!²

Um monte de gente já me perguntou como foi “tudo” lá a Índia. E eu bem que tentei manter o blog atualizado no período da viagem, mas infelizmente não deu. Segue aqui então meu post sobre essa aventura, que por sinal, saiu hoje no Jornal O Dia, por intermédio da querida jornalista Biá Boakari.

Janeiro de 2010 vai ser sempre um capítulo especial pra mim. E como vocês podem ver nas fotos… sim sim, eu fui pra Índia! A terra dos “Hare Babas”, das centenas de deuses, dos saris coloridos, das vacas sagradas, do trânsito caótico…

Mas, vamos por partes! Conheci a Índia por intermédio da Fundação Rotária e do programa para jovens profissionais IGE (Intercâmbio de Grupo de Estudos), no qual 5 jovens, das mais diversas áreas, vão para um outro país a fim de conhecer sua cultura e trocar experiências sobre suas profissões. Foi assim que eu conheci o advogado Johnatas Machado (líder do grupo e rotariano), o engenheiro de pesca Rafael Reis e as duas dentistas, Lara Cândido e Rejane Queiroz, que junto comigo toparam essa aventura.

A Índia é mesmo o país do “8 ou 80” como se diz por aqui. São tantos contrastes e tudo é tão peculiar que não tem comparação. Uma das coisas mais interessantes e surpreendentes de se ver é a Fé que aquele povo tem. Em tudo e por tudo. Da carne vermelha que eles não comem aos templos suntuosos, tudo é movido pela fé e tudo é motivo pra festejar!

Até mesmo o encontro do rio Ganges com os rios Jamuna e Saraswati, é tão místico, que milhares de pessoas se juntam para tomar banho, lavar as roupas, os pecados e as mazelas naquelas águas sagradas.

Incrível também é o carinho que eles tem com seus visitantes. Colares de flores, sinais de boas-vindas (aquela tinta na testa), as melhores instalações, comidas, as melhores roupas. Tudo pra o convidado se sentir bem. E “Namastê” (saudação) em todas as ocasiões!

Passamos por muitos lugares especiais, mas não tem como não dizer que conhecemos um dos lugares onde Buddah fazia suas pregações; a cidade de Varanasi, onde fizemos um passeio pelo rio Ganges; Khajuraho, cidade turística onde conhecemos 12 dos vários templos que existem lá; Allahabad, onde vimos uma multidão festejar o encontro de 3 rios e Agra, onde nos deslumbramos com o Taj Mahal.

Foram 30 dias de viagem pelo estado de Uttar Pradesh, umas 15 cidades dos nomes mais estranhos possíveis (Lucknow, Lakhimpur, Renukoot, Satna, Gorakhpur…), muita pimenta (sim, a comida indiana faz qualquer acarajé parecer doce de criança, tem que ser muuuito forte pra agüentar), músicas, festas (tipo as de Caminho das Índias mesmo), frio, alguns perrengues, mas muitos deuses, um povo acolhedor, um motorista que era uma figura e vai deixar saudades, um casamento (onde fomos de penetras e adoramos), amizades pra sempre e muitas, muuuuitas histórias pra contar, além de mais de 5.000 fotos e vídeos.

Tem gente que diz que todo mundo que vai à Índia volta diferente. Bom, eu não virei budista, nem hinduísta e nem mesmo vegetariana, mas aprendi muita coisa, sobretudo sobre mim mesma. E isso não tem preço.

Só mais uma curiosidade: não, eu não fui pra Dubai. Uttar Pradesh Índia e Dubai não são como Teresina e Fortaleza. Na verdade os Emirados Árabes, onde fica Dubai, são bem longe de onde estávamos, na Índia. Mas nós conhecemos o Taj Mahal, um monumento ao amor e uma das coisas mais lindas que já vi na vida! Tudo bem que eu sou jovem e ainda pretendo conhecer um montão de coisas, mas o Taj Mahal… ahh.. o Taj…

*detalhe: de tão longe que são os lugares, um do outro, nem o Google conseguiu traças uma rota!


Enquanto ainda estou aqui na Índia, recebo este e-mail do meu irmão:

E aí dooooido!!
Cuma vai aí!?
A mamãe dizendo aqui q axa q tu ja quer vir embora, e eu k comigo, rpz ela vai esticar o carnaval la pro rio, quer apostar quanto como ela vai ligar e dizer:

(Mili)  – Mãe, como é q ta aí?
(Mãe) – Oul minha filha to com muita saudade, venha embora logo!
(Mili)  – Ei mãe, é q a Eliz disse q se eu quizer eu posso passar o carnaval la com ela!
(Mãe) – Eita Milena q tu inventa… tu sabe q num da certo… oul meu Deus!! Venha embora!!

Passei mal de sorrir! Ele me conhece tão que dá até medo!

*pra quem não sabe, saindo da Índia, passo uns dias na Europa, de lá volto pro Brasil e pra chegar em Teresina, passo pelo Rio bem no meio do Carnaval… ow tentação…

Em manutenção

daqui uns dias eu volto…

namastê!

Aline – coração

E na correria pré-viagem, abro meu e-mail e…

“mili,
eu super tenho plano de te ver antes da viagem, mas como ainda estou trabalhando e vc deve estar cheeeeeia de mil coisas de última hora pra resolver, acho que devo ir logo me garantindo por email mesmo. cá estou. para desejar feliz ano novo e pra dizer que vou ficar aqui torcendo pra ser tudo lindo na viagem. que você faça descobertas que transformem o seu mundo, que conheça pessoas que completem a sua vida, que aprenda lições eternas, que se sinta livremente presa a essa sensação de liberdade, de atravessar o oceano pra ver como é que é a vida do lado de lá e voltar pro lado de cá trazendo uma milena cheia de novidades e ideias na cabeça. começar o ano assim, voando para o desconhecido, só deve mesmo significar coisas boas. então, aproveita [inclusive por mim rsrsrs] cada minutinho que você passar longe. e, deixe-nos sempre informados!
boa viagem, querida. que jesus te acompanhe.

manda beijo grande pra haidyne quando encontrar com ela. e presta atenção a todos os detalhes em paris! fotos fotos fotos

beijão. Arrasa!!!!


AlineNeves
- www.bemaquiassim.wordpress.com -”

Ela é uma fofa! Vibrou tanto quando ficou sabendo da minha viagem que até parecia que ela era quem ia viajar! Mas a Aline é assim mesmo, vibra com e pela gente, e eu adoro!

Adorei o e-mail gatan! Brigadão pela torcida e pelo pensamento positivo.

Todo mundo sabe que é super importante preparar uma farmacinha pra levar em viagens. E como vocês devem ter visto aqui, eu vou fazer uma looonga viagem pra um lugar beeem distante.

Então, seguindo dicas da prima auxiliar de enfermagem, aqui vai a listinha  que ela me sugeriu providenciar para uma farmacinha básica. Não que sejamos hipocondríacas, mas, com o perdão pelo trocadilho: melhor prevenir do que remediar (mesmo!).

Soro Fisiológico: para lavar olhos, rosto, ferimentos
Dipirona: dor geral, febre
Sonrisal / Sal de frutas / Estomazil: má digestão
Flomicin/Floratil: dor de barriga
VomiSTOP: com esse nome… precisa mesmo dizer pra que serve?
Profergan: reações alérgicas diversas
Biprofenid: cólica
Elani: anticoncepcional
Tandene: dor muscular
Citroplex: Vitamina C
Resfryneo: resfriado, gripe
Combiron fólico: ferro (anêmica? oi? sim!)
Losartana Potássica: pressão alta (oi? sim!)
Sanativo: ferimentos
Oncilon creme: ferimentos também, picadas de inseto
Oncilon A – oral base: aftas na boca
Novoprazol: enfim um para proteger o estômago (com esse monte de remédio, tinha que ter um pra me proteger da agressão dos outros, né?)

Além disso, convém levar também: cotonetes, pacotinho com gases, tesourinha, micropore, band-aid.

Lembrando que, como é uma viagem internacional, é extremamente importante levar consigo receitas médicas para cada mísera dipirona que seja!

So… this is Christmas!

Nos últimos anos eu nunca curti muito o Natal, como normalmente a maioria das pessoas curte. Sempre fico irritada com o final do ano, muita coisa que queria ter feito e não fiz, as promessas (quase sempre furadas), a agonia das compras… Mas esse ano, em especial, eu tenho tanto a agradecer que seria até pecado dizer que não estou feliz!

Ganhei um afilhado, encontrei Jesus junto com outros jovens (EJC: recomendo!), a internet me deu mais amigos pelo Brasil a fora, ganhei um carro só pra mim, um emprego bacana, uma viagem-intercâmbio que eu jamais poderia imaginar, e até o tema da minha monografia deu certo!

Na verdade, acho que não tenho o direito de não estar no clima do Natal!

O vídeo é só pra lembrar que um dia eu vou passar esse período natalino (nem que seja só a prévia) em Nova York, com muita neve e Frank Sinatra!

Sendo assim… let it snow, have yourself a merry little christmas too!

Because I’m dreaming of a white Christmas, just like the ones I never used to know…

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